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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

DEPENDENTES DAS CLASSES A E B TÊM UMA TRAJETÓRIA DIFERENTE DOS DEPENDENTES POBRES.

Dependentes das classes A e B têm uma trajetória diferente dos dependentes pobres.


Parte 2 de 2


*Conceição Cinti
**  Natália Macedo
***Mariana Cury Bunduky

Em geral, as mães das classes sociais A e B têm curso superior, atividade profissional e vida social intensa. A  maioria delas são apanhadas de surpresa com a notícia sobre a dependência de seus filhos (as). Como  dificilmente elas têm informações específicas suficientes sobre o tratamento do vício, costumam internar o dependente na primeira clínica particular indicada como idônea.


Como o aumento assustador dos casos de dependência de substâncias psicoativas, também houve uma proliferação das clínicas particulares para tratamento de adictos. Algumas são renomadas e confiáveis, outras, no entanto, precisam de maior fiscalização por parte da ANVISA e demais órgãos responsáveis por esse segmento. 


Em toda  área profissional há pessoas sérias e idôneas, mas também existem espertalhões, que aproveitam- se da vulnerabilidade das famílias vitimadas e, no momento da internação, as envolvem em flagrante estelionato.


Nesse particular, as pessoas pobres, principalmente os menores, são mais felizes. Nunca serão encaminhados para uma clínica particular porque não dispõem de recursos financeiros para arcar com os custos desse tratamento. 


Quando se iniciam no mundo das drogas, são levados à presença do Promotor de Justiça, que em geral os encaminha às Comunidades Terapêuticas mais próximas de suas comarcar, para facilitar o acesso dos pais e familiares aos seus queridos.


Em geral, as Comunidades Terapêuticas são dirigidas por pessoas que acreditam na Restauração de Vidas, e isso faz toda a diferença e é, sem dúvida, o único e maior ganho das pessoas pobres sobre as pessoas ricas, já que estas se tornam reféns de uma medicina impotente, que por si só ainda não tem resposta para cura do dependente químico.


Como a maioria das clinicas particulares não acreditam  na restauração de pessoas, os pacientes/dependentes e familiares são induzidos a acreditar que um adicto é um doente sem nenhuma possibilidade de cura. Tal posicionamento retira do dependente a oportunidade de, pelo menos, tentar viabilizar sua restauração.


Recomenda-se, no entanto, no caso das Comunidades Terapêuticas, o mesmo cuidado e vigilância para evitar fraudes. Nesse segmento há muita gente séria e competente em restauração de pessoas adictas, mas também encontramos vigaristas, que aproveitam-se da grande demanda de dependentes. Antes de encaminhar pessoas dependentes a Clínicas ou Comunidades Terapêuticas é imprescindível se verificar a procedência desses lugares e o resultado apresentado pelos tratamentos que oferecem. Fique atento!



* Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes

** Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes (IPC-LFG)

*** Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes (IPC-LFG)


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http://www.direitolegal.org/artigos/dependentes-das-classes-a-e-b-tem-uma-trajetoria-diferente-dos-dependentes-pobres/

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O CRACK NÃO TEM PRECONCEITO




 

                                 O Crack não tem preconceito. 
*Conceição Cinti
**José Carlos Gueta



Esta perigosa droga não tem preconceito, as estatísticas demonstram que o crack tem demanda em todas as classes sociais, e já assola todas as faixas etárias. "Não existe mais essa coisa de droga de pobre ou droga de rico", diz o Dr. Carlos Salgado, presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas). "Uma droga leva à outra. Quem fuma maconha pode passar a fumar crack quando ouve que aquilo vai dar um barato maior." 

As pessoas de maior poder aquisitivo e nível superior tem uma maior tendência em acreditar que suas capacidades e até mesmo que os seus excelentes currículos são suficientes para livrá-los dessa praga, o crack. 

Lamentavelmente, não é o que tem demonstrado as recentes pesquisas ao detectarem que é grande o número de médicos, artistas famosos, aviadores, engenheiros, jogadores de futebol dentre outras modalidades; militares, religiosos, políticos, empresários, advogados renomados, pessoas antes proativas, respeitáveis, num piscar de olhos se transformam em seres repulsivos sem nenhum projeto que não seja a busca compulsiva pela próxima cachimbada. 

Acorda Brasil! Vigia! Não baixa a guarda nessa luta que é de todos os brasileiros. Ao invés do preconceito e da indiferença seja um agente social no combate a essa grave epidemia que assola os lares, destrói vidas e carreiras promissoras. Frequente esse “Espaço” Dê sua opinião. 


*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes
. 
**José Carlos Gueta – Poeta. Escritor autor de livros sobre diversos temas. 



sábado, 21 de janeiro de 2012

ÓRFÃS DE PAIS VIVOS: AS MENINAS ABANDONADAS!

Fonte da foto: Internet


Órfãs de Pais Vivos: As Meninas Abandonada do Brasil se Prostituem para se drogar!


 *Conceição Cinti

Pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Psiquiatria expõe uma das mais tristes realidades do Brasil. Chega a um milhão o número de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos que apresentam sintomas de dependência química. Geralmente essas crianças vêm de lares desestruturados, desistem precocemente da escola, geralmente abandonam a família por maus tratos ou pela indiferença dos pais.

Da mesma forma como acontece com os meninos, as meninas começam no mundo das Drogas cheirando cola de sapateiro, ingerindo bebidas alcoólicas, passando a usar maconha esse só é o começo do calvário dessas crianças. São facilmente seduzidas por traficantes a servi-los, como “mula” no furto, no roubo.

Rapidamente caem na prostituição. E para atender às imposições da dependência química que as dominam vendem seus corpos para conseguirem algum dinheiro para a compra de drogas ou aceitam fazer programas em troca de uma “pedrinha” de crack no valor de R$ 5,00. Algumas tornam se amantes de traficantes. Vitimas dessa terrível trajetória precocemente encontram a morte

Nas regiões mais pobres do país sempre houve maior exploração da prostituição infantil e segundo a UNICEF, em dados recentes, de 2010, cerca de 250 mil crianças estão se prostituindo no Brasil. O mais chocante é que grande parte da tragédia das meninas acontecem com o apoio ou no mínimo omissão dos pais. Aqui em São Paulo também tem.

As nossas maninhas estão expostas à mesma violência desmedida que enfrentam as nossas mulheres, devido ao modelo sociocultural machista que ainda impera no Brasil. Drogas e prostituição têm trazido danos irreparáveis para o desenvolvimento físico, psíquico, social e moral de nossas meninas. Outras conseqüências penosas, por exemplo, é gravidez precoce de alto risco, o distúrbio de comportamento, condutas anti-sociais e infecções por doenças sexualmente transmissíveis. Além da pobreza, os desenvolvimentos de vícios por drogas conduzem essas crianças a uma situação lastimável e de extrema necessidade de cuidados especiais Precisamos urgentemente exigir do Poder Público políticas públicas capazes de evitar essa  barbárie imposta as nossas meninas abandonadas. Órfãs de pai e mãe e do Estado! 
Pensar na reconstrução de uma sociedade menos violenta e mais justa implica num comprometimento ético de priorizar as crianças e adolescentes, e isso inclui não apenas oportunidades socioeducativas, (Educação Restaurativa) mas também um cuidado especial com a saúde física, emocional e mental das nossas crianças e jovens! . Vamos junto Brasil!

*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes.