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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A DROGA ESTÁ DESTRUINDO FAMÍLIAS, CRIANÇAS, ADOLESCENTES E IDOSOS! BRASIL SE POSICIONA!




Fonte da foto: Internet


A Droga está destruindo famílias, crianças, adolescentes e idosos! Brasil se posiciona!   
 

 *Conceição  Cinti

A covardia coloca a questão: é seguro?
O comodismo coloca a questão: é popular?
A etiqueta coloca a questão: é elegante?
Mas a consciência coloca a questão, é correto?
"E chega uma altura em que temos que tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta.”

Martin Luther King, Jr

*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes 

sábado, 21 de janeiro de 2012

ÓRFÃS DE PAIS VIVOS: AS MENINAS ABANDONADAS!

Fonte da foto: Internet


Órfãs de Pais Vivos: As Meninas Abandonada do Brasil se Prostituem para se drogar!


 *Conceição Cinti

Pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Psiquiatria expõe uma das mais tristes realidades do Brasil. Chega a um milhão o número de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos que apresentam sintomas de dependência química. Geralmente essas crianças vêm de lares desestruturados, desistem precocemente da escola, geralmente abandonam a família por maus tratos ou pela indiferença dos pais.

Da mesma forma como acontece com os meninos, as meninas começam no mundo das Drogas cheirando cola de sapateiro, ingerindo bebidas alcoólicas, passando a usar maconha esse só é o começo do calvário dessas crianças. São facilmente seduzidas por traficantes a servi-los, como “mula” no furto, no roubo.

Rapidamente caem na prostituição. E para atender às imposições da dependência química que as dominam vendem seus corpos para conseguirem algum dinheiro para a compra de drogas ou aceitam fazer programas em troca de uma “pedrinha” de crack no valor de R$ 5,00. Algumas tornam se amantes de traficantes. Vitimas dessa terrível trajetória precocemente encontram a morte

Nas regiões mais pobres do país sempre houve maior exploração da prostituição infantil e segundo a UNICEF, em dados recentes, de 2010, cerca de 250 mil crianças estão se prostituindo no Brasil. O mais chocante é que grande parte da tragédia das meninas acontecem com o apoio ou no mínimo omissão dos pais. Aqui em São Paulo também tem.

As nossas maninhas estão expostas à mesma violência desmedida que enfrentam as nossas mulheres, devido ao modelo sociocultural machista que ainda impera no Brasil. Drogas e prostituição têm trazido danos irreparáveis para o desenvolvimento físico, psíquico, social e moral de nossas meninas. Outras conseqüências penosas, por exemplo, é gravidez precoce de alto risco, o distúrbio de comportamento, condutas anti-sociais e infecções por doenças sexualmente transmissíveis. Além da pobreza, os desenvolvimentos de vícios por drogas conduzem essas crianças a uma situação lastimável e de extrema necessidade de cuidados especiais Precisamos urgentemente exigir do Poder Público políticas públicas capazes de evitar essa  barbárie imposta as nossas meninas abandonadas. Órfãs de pai e mãe e do Estado! 
Pensar na reconstrução de uma sociedade menos violenta e mais justa implica num comprometimento ético de priorizar as crianças e adolescentes, e isso inclui não apenas oportunidades socioeducativas, (Educação Restaurativa) mas também um cuidado especial com a saúde física, emocional e mental das nossas crianças e jovens! . Vamos junto Brasil!

*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

POR QUÊ?



POR QUÊ? 



*Conceição Cinti


Certa ocasião fui surpreendida por um jovem de 13 anos, bem articulado, dependente químico, fazendo-me a seguinte pergunta: “Por que os artistas e muitas pessoas ajudam nas campanhas para as crianças e jovens da APAE, Criança Esperança e, Teleton, mas eu nunca vejo ninguém fazendo campanha para ajudar a criança e os jovens drogados?” Confesso que a pertinente pergunta na ocasião me silenciou, mas ficou cravada na minha mente e, com frequência eu me pegava refletindo sobre o quanto àquela pergunta calará em mim e, exigia mais que uma resposta, uma atitude de coragem, um engajamento na luta pela prevenção e restauração dos dependentes químicos. Por que não? 
Hoje passei por aqui para tentar compartilhar juntamente com você meu leitor atento, a resposta mais provável do por que dessa atitude, onde muitos de nós expressamos e não me ocorre outra razão, que não seja o velho preconceito velado. Este é gerado pela desinformação e intolerância, e a nossa tendência humana perversa de reagir com indiferença ao drama que afeta o outro, o próximo, o vizinho, como se pudéssemos sobreviver cada um à sua maneira, e assim evitássemos atrair para nós as tragédias sempre antes vivenciadas pelas comunidades mais pobres e que ao depois sempre afetam toda a sociedade brasileira. O povo brasileiro em geral tem-se mostrado sensível, principalmente, quando as tragédias afetam crianças e adolescentes, desde que não sejam menores dependentes químicos. Porém o sentimento que de fato ajuda a vencer essa luta é o de inclusão, que não deixa ninguém a margem. Lembrando que amar não é um sentimento é um mandamento. Se não temos condições emocionais para amar essas crianças e jovens, por amor a nós mesmos e aos nossos queridos precisamos nos engajar. 
Adoro participar de qualquer campanha filantrópica para ajudar a melhorar a vida de quem quer que esteja precisando, por consciência de que o equilíbrio econômico-social entre as pessoas evita tragédias. As estatísticas têm apontado que os menos favorecidos economicamente têm sido mais vitimados pela violência, injustiça e a morte precoce. Porém essa mesma categoria de pessoas tem sido responsáveis pela maioria dos crimes contra o patrimônio e homicídios. E nessa guerra civil não assumida, o denominado efeito “bumerangue” da violência imposta é restituído velozmente e demonstrado através dos alarmantes números de mortes tanto de nossas crianças e jovens dependentes químicos como de civis aleatoriamente assassinados. 
Uma coisa salta aos olhos nessa guerra insana contra as drogas, o menor dependente químico nunca foi alvo do acolhimento e tratamento adequados, mas da repulsa e repressão. Perante a Lei todos somos iguais, na prática o que assistimos é a ausência de interesse político para combater as causas porque dá muito trabalho e exige persistência. A sociedade precisa exigir o combate das causas e não se contentar com a exposição dos efeitos danosos que além de não oferecer solução desperta o desejo pela vingança na sociedade, que clama por justiça, solução e não medidas paliativas.
Vamos vestir essa camisa e levantar esta bandeira!



* Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

BRASIL VIVE EPIDEMIA PELO CRACK?


Brasil vive epidemia pelo crack?


Quem ainda tem dúvida que o Brasil vive uma epidemia pelo Crack? Lamentavelmente, nossas crianças e adolescentes (principalmente, os pobres) são as maiores vitimas dessa tragédia. O Brasil ainda não apresentou um relatório oficial do  número de dependentes em todo país. As estatísticas e pronunciamentos divulgados na mídia demonstram que ainda não há consenso da gravidade da situação do pais, nem entre a cúpula do Governo Federal. Todos os números e informações mais concretas  que dispomos são defasadas em pelo menos um ano. Um ano sem assistência e tratamento adequado nessa área já é o suficiente para um dano grave na saúde, principalmente da criança e dos adolescentes.
Em 2008 uma pesquisa encomendada pela a Sociedade Brasileira de Psiquiatria já revelava a triste realidade de um milhão de crianças, entre 6 e 17 anos que apresentavam sintomas de dependência química. Também em 2008, o Professor e Doutor Jairo Werner Júnior da Faculdade de Educação da UERJ, especialista em uso de drogas por crianças e adolescentes, já advertia para a gravidade do aumento do uso de crack por crianças no Rio de Janeiro. Naquela ocasião o especialista Jairo Werner informou ainda, que fora realizada uma pesquisa (por amostragem) pelo Ministério Público com menores de 8 a 14 anos de idade, que confirmou indícios de uso de cocaína por todos os examinados. Cada minuto sem providências adequadas agrava a situação do usuário infanto juvenil.
De 2008 a 2011, não se tem notícias da implementação por parte do Poder Público, de políticas públicas, inovadoras e eficazes.
O Governo Federal vem atuando com muita timidez, e quem já tem mais familiaridade como o tema, e trabalha com seriedade nas áreas de prevenção, e restauração de pessoas sabe que se falarmos em milhares de dependentes, não estaremos sendo alarmista ou mentiroso! Precisamos agir com mais rapidez. No mundo do Crack tudo ocorre com extrema velocidade.
O Professor e Doutor Werner lembra que o Crack é uma droga extremamente viciante e com um grau de letalidade altíssimo. Nas crianças usuárias, o crack provoca danos ainda mais devastadores, pois uma dose usada por um adulto é grande para uma criança, devido ao peso menor, o que aumenta muito o risco de uma overdose. A isso soma-se o fato de que as crianças estão em uma fase delicada de formação psicológica, portanto os distúrbios desta ordem são muito mais comuns, mais intensos e mais difíceis de serem revertidos. O Brasil nunca precisou tanto da sua solidariedade! Participe se engaje nessa luta que é de todos nós!



*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em Dependência de Crack e demais substâncias psicoativas. Com 27 anos de experiência no trabalho com dependentes.

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