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terça-feira, 3 de abril de 2012

EXEMPLO DE PROJETO SOCIAL: FORÇA JOVEM BRASIL

Exemplo de projeto social: FORÇA JOVEM BRASIL

Fonte da foto: Internet

*José Carlos Gueta


Exemplo de projeto social que beneficia milhares de pessoas o FORÇA JOVEM BRASIL, direciona para o verdadeiro caminho, transformando vidas que outrora eram problemáticas, e neste projeto elas encontram a solução. 

Através de atividades esportivas, jovens de comunidades carentes participam de campeonatos, ganham medalhas e até entram para o Livro dos Recordes. 

Estes jovens participam também de programas sociais, fazem cursos e recebem  diplomas, e  conseguindo destaque  eles até se  tornam  voluntários, instrutores ou palestrantes do projeto. 

Realizando junto à mídia grandes campanhas contra as drogas: Crack tire essa pedra do seu caminho, Driblando o Crack e Nocaute ao Crack conseguiu o apoio da juventude brasileira arrecadando toneladas de alimentos destinadas a entidades sociais. 
Os voluntários do FJB participam de diversas manifestações contra o Crack, inclusive em frente ao palácio do governo na intenção de chamar a atenção das autoridades para este grande problema que aflige a nossa nação. 

Projeto como o do FJB deve ser multiplicado, pois traz esperança a milhares de adolescentes, mulheres e homens, usuários de Crack que são destroçados, humilhados e discriminados, mas que ali encontram guarida e apoio para a restauração de suas vidas. 

Não podemos tapar o sol com a peneira, mas devemos agradecer a Deus pelos nossos olhos e ouvidos, pois com eles podemos ver e ouvir a triste realidade que está na nossa frente e alterá-la para melhor com empenho e trabalho. Mãos à obra:
O pessimista reclama, o otimista sonha e o realista trabalha.

*José Carlos Gueta- Poeta e escritor

segunda-feira, 12 de março de 2012

Fantastico Brasil se inspira nos EUA para tratamento de dependentes de crack



Brasil e EUA trocam punição por tratamento a usuários de crack

 

 

O Fantástico mostra histórias de esperança, projetos que estão ajudando os usuários dessa droga terrível a retomar a vida.

 

A luta do Brasil contra o crack: o Fantástico mostra histórias de esperança, projetos que estão ajudando os usuários dessa droga terrível a retomar a vida. Um dos modelos que inspirou algumas iniciativas brasileiras veio da justiça americana. Lá, oito em cada dez dependentes que participam de um programa de reabilitação conseguem se livrar das drogas. 

Miami, 23h. Quando a busca é por usuários de drogas, o endereço é certo. Uma das chamadas “crack-house” em Miami é uma das poucas que ainda existem. São casas, lugares abandonados onde as pessoas se reúnem para usar drogas. Lá, o policial verifica se há alguém no local. 

“Se você comparar com alguns atrás agora está mais fácil. Não há muitos usuários de drogas nas ruas. Menos do que antes, com certeza”, conta o policial. 

Miami, nos anos 1980 e 1990, era maconha e cocaína. Crack e heroína. Eram drogas que poluíam as ruas, destruíam as mentes e desafiavam a polícia. 

Entre as estratégias para combater o problema estavam as prisões e a destruição das “crack-houses”, território dos usuários de drogas. Mas nada disso era suficiente. Repressão não era a saída. 

Um dos métodos mais eficientes de combate às drogas no mundo nasceu em uma sala do Tribunal de Drogas de Miami. Desde que esse tribunal foi criado, em 1989, o número de crimes caiu 33%. Oito em cada dez dependentes que chegam ao tribunal conseguem abandonar as drogas. 

Funciona assim: o usuário é flagrado com uma pequena quantidade de entorpecentes. Vai preso, porque em Miami isso é crime. Passa uma noite na cadeia e segue para o tribunal. Se não tem nenhum histórico criminal a juíza pergunta: “Você quer participar do programa?”. 

Dura um ano. Exigência número 1: fazer exame de urina a cada sete dias. Número 2: ir duas vezes por semana a um psicólogo. A terceira exigência a equipe de reportagem do Fantástico acompanhou. 

Às 21h, em Miami, em uma casa, assim como em muitos outros locais da cidade, há um encontro de narcóticos anônimos. São usuários de drogas que se reúnem para trocar experiências. Mas mais do que isso: cumprir uma determinação da Justiça. 

Eles não mostram o rosto, mas é possível identificá-los pela voz. São brasileiros. “Estamos nas garras de uma doença progressiva que termina sempre da mesma maneira: prisões, instituições e morte”, diz um usuário. 

Eles se juntam duas vezes por semana. Um ajuda o outro a controlar a dependência e ainda contam ponto perante a Justiça. Aí se entra na quarta exigência do programa do Tribunal de Drogas de Miami: a prestação de contas. Uma vez por mês todos fazem fila para se apresentar à juíza. 

O porto-riquenho Martin Cavallero apresenta os comprovantes de que cumpriu todos os requisitos. Diz onde está morando e trabalhando e recebe os parabéns. Se não tiver uma recaída, daqui a um mês completará o programa. “O mais importante para mim é ter o nome limpo”, diz Martin. 

Quem cumpre o programa não se afasta apenas das drogas. Fica sem histórico criminal e apaga esse passado de entorpecentes. 

Quem comanda esse tribunal, todo decorado com avisos sobre o perigo das drogas, é Deborah White-Labora. “Tudo o que existe no programa está disponível na sociedade. Mas quando uma pessoa vem aqui, ela se sente motivada e percebe que está sendo monitorada”, diz a juíza. 

A dependência quase arruinou a vida do advogado Richard Baron. Graças ao programa, conseguiu reconquistar tudo o que tinha: a mulher, os filhos e o trabalho. “No colégio, comecei a beber e fumar maconha. Alguém disse: ‘Experimente isso’. Era crack e cocaína. Por três anos e meio eu usei essas drogas”, conta. 

Hoje, Richard Baron ajuda financeiramente o Tribunal de Drogas de Miami. Paga quatro advogados, que ajudam na defesa dos dependentes. Assim, o programa acaba se tornando mais eficiente do que manter qualquer pessoa na cadeia. 

A cada US$ 1,00 gasto no tratamento, cerca de R% 1,70, o governo economiza mais de US$ 3 em gastos com prisões. 

David Kahn é um ex-promotor de Justiça que trabalhou durante seis anos no Tribunal de Drogas. E hoje ele mostra como ficou uma área que, há duas décadas, era devastada pelo crack e pela cocaína. “A situação aqui explodiu, assim como no seu país. A mesma coisa”, afirma o ex-promotor David Khan. 

David Khan já esteve no Brasil várias vezes para tentar implantar o programa que hoje existe em 2,5 mil cidades no mundo. Khan visitou a Cracolândia paulista e vê uma diferença simples entre o que foi feito nos Estados Unidos e o que é feito no Brasil. “Nós não nos limitamos a tirar essas pessoas daqui. Nós damos a elas uma chance de vida saudável, longe das drogas”, compara o ex-promotor David Khan. 
 Projeto em São Paulo troca punição por tratamento 


Será que um sistema igual ao americano funcionaria bem no Brasil? O Fantástico mostra como a Justiça brasileira está mudando a maneira de lidar com o usuário de drogas. Um homem tinha uma ordem de não chegar a menos de cem metros da filha por causa da dependência. 

“Quando eles me pegaram, fazia mais de 30 dias que eu não escovava os dentes”, revela o homem. 

Ele foi parar no Fórum de Santana, em São Paulo, onde funciona um projeto chamado “Justiça Terapêutica”, que dá uma chance para quem é flagrado com drogas. Se ficar claro que a pessoa estava com entorpecentes somente para consumo, ela tem a chance de trocar a punição pelo tratamento. 

“Tanto a Corte americana quanto a Justiça Terapêutica brasileira trabalham no sentido de evitar que aquele que foi preso e teve problemas com drogas receba atenção na área terapêutica para evitar a repetição do uso da droga e novos crimes”, afirma Mário Sérgio Sobrinho, do Fórum de Santana. 

Desde que o programa paulista começou, há dez anos, quase mil pessoas já participaram. O homem que não podia chegar perto da filha é um deles. Para ficar com a ficha limpa, ele é obrigado a frequentar o programa “Narcóticos Anônimos” e precisa comprovar a frequência. A cada sessão, recebe um carimbo na ficha. Desde que começou a participar das reuniões, largou as drogas e conseguiu ter a família de volta. 

“Estou vivo, ando de cabeça erguida, consigo olhar as pessoas nos olhos. Consigo ficar com a minha filha, dar um bom exemplo para ela”, diz o homem. “Se a Justiça Terapêutica não tivesse dado essa chance, hoje você estaria onde?”, indaga o repórter. “Preso ou morto”, responde o homem. 

A experiência da Justiça pernambucana é ainda mais radical. O foco são os bandidos que cometem outros crimes por causa do uso de tóxicos. Troca a prisão pelo compromisso de ficar longe das drogas. 

“Ele deve ser tratado. Tratar significa para a Justiça deixar de usar droga. Não é reduzir, mas deixar plenamente. Se ele consegue isso durante dois anos, ao final do período ele está reabilitado do uso da droga e, ao mesmo tempo, o processo dele é extinto. Ele não deve mais nada à Justiça”, explica José Marques Costa Filho, psiquiatra responsável pelo Centro de Justiça Terapêutica de Pernambuco.

“O país tem cinco regiões diferentes, com culturas diferentes. Quando tem uma posição desse tipo, com um juiz tentando fazer um trabalho, mesmo que a recuperação seja pequena, eu acho que vale a pena investir”, avalia o psiquiatra Artur Guerra. 

Essas são alternativas para quem tem contas a acertar com a Justiça. Mas o que fazer se você tem um parente dependente das drogas? A quem recorrer? 

“Primeiro lugar, buscar o centro de atenção psicossocial do seu município ou do seu estado, e estou dando como alternativa procurar o 136 do Ministério da Saúde, número que pode ajudar a identificar no seu município, no seu estado, e o ministério vai ajudar nisso: a buscar uma unidade de saúde que pode acolhê-lo”, afirma o ministro Alexandre Padilha. 

No fim de 2011, o governo federal lançou um plano nacional para enfrentar o problema. Liberou R$ 2 bilhões para que os municípios invistam em diferentes tipos de tratamentos. O ministro da Saúde admite que o Sistema Único de Saúde (SUS) não está pronto para lidar com o crack. 

“Nós temos que ter tratamento para esse caso como uma epidemia, e toda epidemia que desafia o serviço de saúde, exige que ele se reorganize”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Dez cidades foram consideradas prioritárias. Nelas, os agentes de saúde vão a campo buscar quem precisa de ajuda. Na noite de sexta-feira (9), a equipe de reportagem do Fantástico acompanhou o trabalho da equipe do projeto Consultório de Rua, no Centro de São Bernardo. A intenção é oferecer ajuda e tratamento aos usuários de crack e cocaína para que eles abandonem as drogas. É um trabalho difícil e de muita conversa. 

Um usuário conta que tem 22 anos, dois filhos pequenos e está sem aparecer em casa há três dias. Ele diz que aceita ser atendido em um CAPS, um centro de atendimento sem internação. “Eu tenho capacidade de consertar minha vida de novo e eu vou consertar”, promete. 

Mas para pacientes que precisam ser internados, que estão pondo em risco a própria vida ou a de outras pessoas, a solução pode ser a casa de acolhimento. Um lugar onde se reconstrói a vida. 

Adriana usou crack por 20 anos e sumiu no mundo. Depois de passar por cinco clínicas diferentes, conseguiu sair do buraco fazendo os outros rir. Na terapia, ela foi convidada a fazer parte de um grupo de palhaços. A brincadeira trouxe de volta algo muito sério. 

“O juiz, inclusive, ia fazer atestado de óbito provisório para minha família. E aí dei uma entrevista do grupo de palhaços e minha família me viu na televisão e me achou”, conta Adriana. 

Onde não há os serviços públicos, há cidades investindo em soluções que só eram acessíveis para quem podia pagar. “Você se prostitui, você rouba, trafica. Eu abandonei meus filhos. Cuidei dele por menos de 2 anos, praticamente ficou sem a mãe”, lembra. 

A família de Bruna pagou o tratamento em uma clínica por três meses. Quando não teve mais condições, recebeu um cartão de assistência do governo de Minas Gerais. São R$ 900 por mês. “Foi uma benção”, se emociona. 

Bruna ainda sente medo da rua, mas já consegue sair e passar o fim de semana em casa. A família tem um papel fundamental na recuperação do usuário de drogas. 

“Eu vou procurar fazer meu papel de mãe melhor. Talvez eu tenha falhado em alguma coisa, talvez tenha faltado diálogo, um puxão de orelha. Eu não vou perdê-la pela segunda vez. Eu perdi e recuperei, agora não perco mais”, afirma a mãe de Bruna.

Fonte:
http://fantastico.globo.com/videos/t/edicoes/v/brasil-se-inspira-nos-eua-para-tratamento-de-dependentes-de-crack/1851901/

sábado, 3 de março de 2012

Problema De Drogas Migra Para Outras Áreas Após Operação Na Cracolândia | Jornal Nacional


A Mudança Na Região Não Significou Uma Solução. 
Basta Virar Uma Esquina Para Encontrar Um Grupo De Usuários E Registrar Mais Cenas De Violência.


*Conceição Cinti 

O vídeo da reportagem que foi apresentada pelo Jornal Nacional, sobre atual situação da cracolândia nº 01 de São Paulo, após a última invasão pela polícia militar não traz nenhuma surpresa. A maneira desastrosa como foi desativada, além do sofrimento desnecessário causado aos combalidos viciados, não trouxe nenhuma contribuição para solução do problema e propiciou a dispersão dos adictos ao invés do acolhimento, dificultando ainda mais a imprescindível relação de confiança que é a ponte para adesão ao tratamento. 

Todos concordam com a necessidade da Revitalização do Centro de São Paulo. O que não é aceitável é usar subterfúgio para não priorizar as necessidades dos seres humanos. A especulação imobiliária é o pano de fundo indizível e a evacuação da área é o primeiro foco do Governo. Quando se deixa de adequar espaços físicos para acolher pessoas doentes, essa inversão de valores é no mínimo uma atitude equivocada, que denota precipitação, desmazelo e imperícia no trato da coisa pública: a saúde das pessoas carentes. 
Algumas questões precisam não apenas ser priorizadas, mas, sobretudo implantadas por especialistas no assunto, no caso em tela adictos carecendo de tratamento, portanto, nada a ver com exposição e truculência policial e tudo a ver com dignidade, prudência e envolvimento de peritos no assunto. 

Salta aos olhos não apenas a imprescindível falta de planejamento para execução da ação, que por si só já demonstrar o desrespeito com que são tratadas pessoas pobres nesse país. 

Houve até ingênuos que festejou antecipadamente, dando como assuntos resolvidos, numa demonstração petulante, própria dos que creem apenas no poder da força. Como se escorraçar, esvaziar varrer para debaixo do tapete fosse sinônimo de solução. 

Claro que os adictos moradores de rua, despejados daquele logradouro público iriam migrar para outras regiões. Igualmente tratada com a mesma leviana aconteceu à desativação do Carandiru, sem a observação de nenhum critério de planejamento e estratégia, e que também não resolveu a questão da violência na Capital e contaminou perversamente o interior do Estado, exemplo, infelizmente seguido por muitos Estados da Federação. 

A construção de presídios no interior contribuiu muito para facilitar o esparramo das drogas e agravar ainda mais a situação. As pequenas cidades foram as mais penalizadas, porque os hábitos das pessoas, o nível de perspicácia, e o material humano responsável pela repressão numa cidade de pequeno porte, por si só são facilitadores das organizações criminosas. 

E foi isso que aconteceu com as pequenas cidades. Houve uma mudança repentina no comportamento das pessoas causado pelo contato com os forasteiros. Um aumento não só no número de dependentes como também da violência, devido à presença rotativa mais frequente dos comparsas dos presos nos municípios e nas imediações das cidades onde ficam os presídios. Por essa razão também é fácil constar que esse fato propiciou uma disponibilidade maior de armas a disposição dos usuários.

O dependente de crack é alguém grandemente abalado psicologicamente, e a necessidade de arcar com gastos necessários para manutenção do vício são dois fatores que forçam o usuário a se associar mais fácil e rapidamente com o crime, já que a maioria dos usuários de crack são pessoas pobres, e desempregadas. A posição equivocada utilizada nos dois episódios exige mudança urgente por parte do Poder Público, que não pode se ausentar ileso da vida das pessoas que carecem sua tutela.

*Conceição Cinti, advogada e especialista em tratamento de jovens drogados. Visite o blog de Conceição Cinti:
http://educacaorestaurativa.blogspot.com/




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ESCOLHA VIVER SEM DROGAS


Animação que aborda as drogas e sua influência sobre a sociedade. Tem o objetivo de ser uma ferramenta de debate sobre o tema em colégios da rede pública de ensino. Desenvolvida através da técnica de rotoscópia e outras técnicas como animação tradicional, 3d e motion graphics.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CRACK (UMA CAMPANHA EM FAVOR DA VIDA)

O CRACK NÃO TEM PRECONCEITO




 

                                 O Crack não tem preconceito. 
*Conceição Cinti
**José Carlos Gueta



Esta perigosa droga não tem preconceito, as estatísticas demonstram que o crack tem demanda em todas as classes sociais, e já assola todas as faixas etárias. "Não existe mais essa coisa de droga de pobre ou droga de rico", diz o Dr. Carlos Salgado, presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas). "Uma droga leva à outra. Quem fuma maconha pode passar a fumar crack quando ouve que aquilo vai dar um barato maior." 

As pessoas de maior poder aquisitivo e nível superior tem uma maior tendência em acreditar que suas capacidades e até mesmo que os seus excelentes currículos são suficientes para livrá-los dessa praga, o crack. 

Lamentavelmente, não é o que tem demonstrado as recentes pesquisas ao detectarem que é grande o número de médicos, artistas famosos, aviadores, engenheiros, jogadores de futebol dentre outras modalidades; militares, religiosos, políticos, empresários, advogados renomados, pessoas antes proativas, respeitáveis, num piscar de olhos se transformam em seres repulsivos sem nenhum projeto que não seja a busca compulsiva pela próxima cachimbada. 

Acorda Brasil! Vigia! Não baixa a guarda nessa luta que é de todos os brasileiros. Ao invés do preconceito e da indiferença seja um agente social no combate a essa grave epidemia que assola os lares, destrói vidas e carreiras promissoras. Frequente esse “Espaço” Dê sua opinião. 


*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes
**José Carlos Gueta – Poeta. Escritor autor de livros sobre diversos temas. 



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CAMPANHA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE


A equipe da EDUCAÇÃO RESTAURATIVA recomenda  que toda a família brasileira assista este vídeo do Ministério da Saúde e repasse aos amigos. Propondo uma corrente de solidariedade da informação que previne a tragédia do crack.


domingo, 29 de janeiro de 2012

BRASIL DEVE TER SEUS PRÓPRIOS MÉTODOS NO COMBATE AO CRACK.

 
Fonte da foto: Internet

Brasil deve ter seus próprios métodos no combate ao crack.



*Conceição Cinti

Acreditamos que mesmo com o alto índice de aprovação comprovado pelo Datafolha, a atuação da polícia na retirada dos dependentes da cracolândia central, foi uma medida legal, mas inadequada e desnecessária. Nessa “guerra” civil não declarada temos dois “Fronts” principais: enfermos/dependentes e traficantes/narcotraficantes. 

As maiorias das pessoas ainda não têm essa visão coletiva que deveriam ter sobre os calamitosos danos suportados principalmente, pelas crianças e jovens dependentes pobres. Acorda Brasil! Hoje quando a droga não está dentro da nossa casa, é porque ela está fazendo estrago na casa do nosso vizinho! 
A repressão por si só não funcionou nem nos USA, não funciona no Brasil e em lugar nenhum do mundo. Temos sim, que observar as medidas e procedimentos usados pelos demais países, seus resultados e optarmos por soluções próprias para enfrentarmos o uso das drogas licita e ilícitas no Brasil. 
Mas uma coisa salta aos olhos: Há um procedimento universal que deve preceder o tratamento desse segmento de adictos: o acolhimento humanitário! No Estadão de São Paulo, do dia de ontem, 29.02.12 veja a diferença na abordagem aos dependentes em cidades da Europa, como Hamburgo e Frankfurt, que criaram “salas de inalação” para os consumidores, na esperança de reduzir os riscos e, pouco a pouco, substituir a droga. Um funcionário de uma dessas salas em Frankfurt, explicou que esse local foi criado como “isca” para que as autoridades possam atrair os viciados e, a partir do contato e da confiança, estabelecer programas para desintoxicação. É imprescindível o acolhimento em qualquer lugar do mundo. 
Londres, Amsterdã, Zurique e Madri, segundo a mesma fonte (O Estado de São Paulo - Cidades/Metrópoles – correspondente Jamil Chade), estão entre as cidades também afetadas pelo consumo do crack. E lá também as causas do problema são as mesmas do Brasil: estrutural e de base, ou seja, socioeconômica e educacional. Em síntese a pobreza! As maiores vítimas vivem também nas periferias das grandes cidades, nos guetos. São desempregados, sem-teto, e grupos étnicos minoritários. Ainda segundo a mesma fonte, a União Europeia considerava que a questão das drogas fosse um problema que se limitava aos USA e aos países latino-americanos. Entretanto, em seu recente relatório sobre a situação das drogas na Europa, publicado em novembro a U.E. alerta, que em Londres “o uso do crack é considerado como um dos maiores problemas das drogas na cidade”. 
Até hoje nenhum país ousou liberar geral! Na Alemanha onde houve descriminação da maconha para uso próprio há um limite de 3 a 5 gramas por usuário/dia. Pare um pouco para verificar e comparar o espaço territorial do Brasil e o da Alemanha e o número de seus respectivos habitantes, após essa observação verifiquem quem tem mais dificuldades para patrulhar suas fronteiras? 
Será mesmo que liberar o uso da maconha seria a solução para o usuário de drogas no Brasil como ainda desejam alguns? Já sabemos que a maconha, juntamente com o álcool, são os batentes de acesso a drogas mais pesada. Precisamos ser realistas e o Poder Público precisa fazer o que deve ser feito: Políticas Públicas de Prevenção urgente e com inserção sistematicamente nas mídias, e buscar conciliar novos métodos que venham reforçar os tradicionais usados nos tratamentos dos dependentes. Precisamos somar forças, reunir conhecimentos, habilidade, persistência, disciplina, educação restaurativa. É essa somatória de esforços e solidariedade que nos trará o resultado que tanto precisamos e esperamos. Vamos juntos Brasil! 

*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes. 

sábado, 28 de janeiro de 2012

REPRESSÃO PARA IMPEDIR A OCUPAÇÃO É A SOLUÇÃO?


Fonte da foto: Internet


Repressão para impedir a ocupação é a solução?

*Conceição Cinti

O fato de impedirmos os dependentes de ocuparem aquela região central, não significa que acabamos com a cracolândia do centro de São Paulo, que ao longo dos anos alastrou-se e fixou-se também nas periferias e no interior do Estado. Em nossa opinião os procedimentos adotados são frutos da pouca informação que o próprio Poder Público detém sobre o histórico e o avanço das demais formas de acolhimento e tratamento existentes e que, é adotado pela iniciativa privada em razão da omissão do governo a esse relevante segmento, o adicto de substâncias psicoativas e em especial do crack. 

A medida dificultou ainda mais as abordagens que estavam sendo feitas e que com o tempo tinham chances de ganhar a confiança dos adictos do crack, nada acessíveis a qualquer enfrentamento de fora do mundo das drogas. O Homem é falível, portanto suscetível de erros, mas com seres humanos é intolerável persistir em procedimentos tortuosos. Esperamos que de espíritos desarmados possa ser possível refletir melhor e evitar novas medidas inadequadas e censuráveis contra seres humanos fragilizados e indefesos. 

O problema é complexo e grave, exige vontade política sim, mas também muita aptidão e persistência na lida diária com o adicto do crack. Não é um problema que possa ser resolvido em curto prazo, até porque apesar das duas décadas convivendo com o crack, os governos deixaram transbordar para só agora enfrentá-lo adequadamente. Há poucos especialistas que de fato sabem lidar na prática com essa nova realidade: o paciente/adicto do crack que requer mais que uma esmerada formação acadêmica, mas, sobretudo vocação e amor incondicional para cuidar de gente em situação extrema de vulnerabilidade. 

Sem políticas públicas de prevenção, de acolhimento e tratamento, sem Educação Restaurativa, ao invés de solução estaremos fazendo uma simples faxina, que acredito não seja o objetivo do Poder Público nem da expectativa da sociedade civil, grandemente abalada por esse grave problema de saúde pública. Da união do Poder Público e da Sociedade Civil é que reuniremos força suficiente para vencermos essa “guerra civil” não declarada da qual criança e adolescente são as maiores vítimas. Não se omita nessa luta o Brasil conta com você! 



*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes. 


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

SAÚDE AMPLIA ASSISTÊNCIA A DEPENDENTES QUÍMICOS

A equipe da EDUCAÇÃO RESTAURATIVA, destaca esta importante iniciativa do Ministério da Saúde...


27/01/2012 - CRACK

Saúde amplia assistência a dependentes químicos

Portarias garantem mais recursos financeiros para ações de saúde e reinserção social de usuários de drogas e também incentivam atendimento por meio de rede integrada no SUS

O Ministério da Saúde coordenará novas medidas para ampliar e qualificar a oferta de serviços aos brasileiros com necessidades de assistência em saúde em decorrência do uso de crack, álcool e outras drogas. As medidas – publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27) – também são direcionadas à reinserção social dos usuários e incentivam o atendimento por meio de uma rede integrada de serviços disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), como foco na assistência integral a esses pacientes. Uma das medidas consiste no aumento dos valores de custeio mensal dos Centros de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas (CAPSad III) – de R$ 60 mil para R$ 78 mil, repassados pelo Ministério da Saúde às secretarias municipais de saúde. Os recursos deverão qualificar o atendimento 24 horas nestes Centros.
Nesta sexta-feira, também foi publicado edital que selecionará projetos que contribuam para a reinserção social de dependentes de drogas. Outras duas portarias do Ministério da Saúde determinam o aumento de recursos financeiros para estados, municípios ou regiões de saúde que desenvolvam projetos de iniciativas de geração de trabalho e renda, empreendimentos solidários e cooperativas sociais que atuam na reabilitação psicossocial e econômica dos usuários de drogas. As portarias definem, ainda, valores de custeio para vagas em serviço que prestam assistência a dependentes em regime residencial.
Para a execução destas ações, o Ministério da Saúde investirá R$ 440 milhões na Rede de Atenção Psicossocial. As medidas fazem parte do Plano de Enfrentamento ao Crack, Álcool e outras Drogas – “Crack, é possível vencer”, lançado no último mês de dezembro pelo governo federal, que prevê investimento de R$ 4 bilhões (até 2014) em ações de prevenção como também assistência à saúde dos dependentes.
“Elas buscam garantir um atendimento integral às pessoas com necessidade decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas, trabalhando todos os aspectos da vida desses pacientes, desde o atendimento adequado à saúde até a reinserção deles na sociedade”, ressalta o coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori.
CAPS AD III – Por meio daPortaria 130, o Ministério da Saúde aumentou os recursos financeiros de custeio mensal dos CAPS-ad III, que funcionam 24 horas. O valor passa de R$ 60 mil para R$ 78 mil. Para implantar este serviço, o município ou região recebe R$ 150 mil do Ministério da Saúde. Os gestores locais do SUS também poderão receber, do governo federal, R$ 75 mil (recurso de investimento) para a adequação de um CAPS-ad II (que não funcionam 24 horas) para o formato de CAPS-ad III.
Além disso, a Portaria 130 redefine o papel e o funcionamento dos CAPS-ad III, explicando como deve ser o trabalho das equipes para garantir a atenção integral ao usuário e reforçando o atendimento 24 horas das unidades. A portaria ressalta que estes Centros devem manter plantões diários de acolhimento, garantindo acesso aos pacientes e responsabilização efetiva pelos casos, sob a lógica de equipe interdisciplinar, com trabalhadores de formação universitária e média.
Os pacientes poderão permanecer até 14 dias no acolhimento noturno de um CAPS-ad III. Caso seja necessário ampliar esse período, eles serão encaminhados para Unidades de Acolhimento, de acordo com a lógica do atendimento integrado entre os diferentes serviços de assistência a dependentes químicos disponíveis no SUS.
EDITAL – Edital 2 define diretrizes para a seleção de projetos que contribuam para a reinserção social de pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. Podem participar entidades sem fins lucrativos que exerçam atividades na área de saúde em regime residencial. As entidades devem ser cadastradas no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV). As inscrições serão feitas a partir do dia 6 de fevereiro.
As propostas devem seguir as diretrizes da Política do Sistema Único de Saúde para a Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas. Os projetos podem ser elaborados nas seguintes modalidades: Artes e Cultura, Habilidades sociais e técnicas para a resolução de problemas e/ou mediação de conflitos, Atividades Esportivas e/ou para o Condicionamento Físico e Atividades formativas profissionalizantes e/ou de resgate de habilidades e capacidades.
O Ministério da Saúde destinou R$ 100 milhões para financiamento de projetos aprovados no decorrer de 2012.
REABILITAÇÃO – Já aPortaria 132 estabelece que os estados, municípios ou regiões de saúde que desenvolvam iniciativas de geração de trabalho e renda, empreendimentos solidários e cooperativas sociais poderão receber novos valores de incentivo por parte do governo federal. Os programas que beneficiam de dez a 50 usuários receberão R$ 15 mil; os que beneficiam de 51 a 150 usuários receberão R$ 30 mil; e os que beneficiam mais de 151 usuários receberão R$ 50 mil.
Terão prioridade de investimento as ações que prevêem Serviços Residenciais Terapêuticos vinculado ao Programa de Volta para Casa (coordenado pelo Ministério da Saúde) e que possuam usuários submetidos à internação de longa permanência em hospitais psiquiátricos ou de custódia. Além disso, o ministério priorizará – para o recebimento deste incentivo – municípios ou regiões que necessitem de maior apoio para o enfrentamento do uso e da dependência de álcool, crack e outras drogas.
OUTROS SERVIÇOS – As instituições que prestam serviços em regime de residência terapêutica e quiserem firmar parcerias com o SUS deverão atender a critérios previstos na Portaria 131. Elas terão, por exemplo, de adaptar o atendimento aos usuários de crack e outra drogas de forma alinhada a um estabelecimento de saúde como também precisarão estar vinculadas à Rede (pública) de Atenção Psicossocial. Ou seja, deverão estar articuladas com outros serviços de saúde que atendam a dependentes químicos pelo SUS, como CAPS-ad III, Unidades de Acolhimento Adulto, estabelecimentos hospitalares e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192).
Outra exigência é a composição de uma equipe de saúde, que deverá contar com um profissional de saúde de nível superior e dois de saúde de nível médio. Esses profissionais também deverão participar dos processos de educação permanente promovidos pelo SUS. Os estabelecimentos deverão, ainda, atender às resoluções sanitárias estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Parte inferior do formulário
Saiba mais:
Por Tinna Oliveira, da Agência Saúde – Ascom/MS
(61) 3315-6249 / 3580 / 2351

CRACK, A COMPULSÃO INTERMITENTE!


Neste programa, a jornalista Claudia Cataldi entrevista o Dr. Jorge Jaber, médico psiquiatra, diretor da Associação Americana de Psiquiatras Administradores e da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro e Christino Áureo, deputado estadual.

A abordagem é a diferença entre vício e dependência química. Uma entrevista esclarecedora sobre todo esse processo e ainda: o da desintoxicação e a diferença entre: estimulantes, sedativos, hipnóticos e analgésicos opióides.


A Responsabilidade Compartilhada começa a ganhar força, os municípios também estão se mobilizando. O Grande Pacto Compartilhado entre sociedade Civil e poder público esta avançando, ainda tímido, mas engrossando as fileiras para ganhamos a "guerra" que vitima nossas crianças e jovens. Precisamos de todos! Levante a bandeira das crianças e adolescentes vitimados pelas drogas. 
 




Fonte da foto: Internet
Crack, a Compulsão Intermitente!
*Conceição Cinti
A dependência gerada pelo crack é a mais brutal! Desagrega e traumatiza os familiares como nenhuma outra droga. Sendo que a exclusão social desse tipo de dependente acontecesse como num passe de mágica. Alias tudo relacionado ao crack ocorre velozmente. É uma droga tão devastadora que vicia logo no primeiro contato. O crack pode deixar a pessoa extremamente agressiva, paranoica e fora da realidade como se estivesse num outro mundo e se transformasse num outro ser destituído de humanidade. Desde os efeitos provocados pela inalação da fumaça que faz o dependente atingir o ápice em aproximadamente 50 segundos, ao ilusório êxtase que pode não ultrapassar 5 minutos, seguido pela temida “noia” que provoca no dependente muito medo, depressão e faz com que ele ouça vozes e tenha visões de perseguições. Mesmo passando por esse acontecimento doloroso novamente ele volta à compulsão, que é intensa e intermitente pelo crack. Trazendo de volta a euforia e a maligna sensação de poder. É nesse momento que geralmente ocorrem às tragédias. Como os efeitos alucinógenos têm curta duração, nesse círculo vicioso repetitivo o adicto de crack vara noites consumindo a droga. Fique atento!
*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

DESMISTIFICANDO O TRATAMENTO DO CRACK!

Desmistificando o tratamento do Crack! 

 *Conceição Cinti  


Um dos Institutos de Pesquisa de grande confiabilidade, o Datafolha, em recente levantamento detecta que 9 em cada 10 brasileiros concordam com o internamento involuntário ou obrigatório do usuário de crack. De fato são necessários esses procedimentos não apenas pelo avanço da epidemia que assola o país, mas porque não há outra saída para impedir que dependentes sejam assistidos e tratados evitando mais mortes. Porém nesse caso é imprescindível garantir a dignidade e os direitos e garantias individuais dessas pessoas.
Ainda segundo o Datafolha, essa modalidade de internação tem o apoio da maioria dos psiquiatras e o repúdio dos psicólogos. Não sabem ainda os psicólogos que o Brasil nunca precisou tanto da união dessas duas importantes classes de profissionais? 

O assunto é complexo, traz à tona um paciente novo, até recentemente denominado delinquente, o adicto. Também fica claro uma preocupação maior com o dependente de crack. E essa preocupação é plenamente justificável no momento em que esse novo paciente se mostra resistente ao tratamento tradicional que vem sendo usado pelo poder público. 

Apesar de algumas discordâncias estamos evoluindo rumo a uma solução mais adequada a esse grave problema de saúde. A mídia deu visibilidade ao tema como nunca antes fora feito. Graças à abordagem adequada que a mídia tem dado a pessoa do adicto, já se percebe o engajamento de alguns setores da sociedade civil o que sem dúvida vai apressar e contribuir para uma releitura dos velhos procedimentos e quem sabe o surgimento de nova padronização do tratamento desse novo paciente, não confessado, mas pouco familiar a todas as áreas. 

O acolhimento e tratamento do usuário de substâncias psicoativas, em particular do usuário de crack, por parte do poder público, entram em pauta com uma defasagem de mais de 15 anos. Esse tipo de paciente, como já foi dito nesse “espaço”, desde 1976, vem sendo acolhido e tratado pelas instituições sem fins lucrativos, atendendo aos apelos dos próprios dependentes e seus familiares, o fez em razão da falta de políticas públicas de restauração de pessoas. 

Portanto essas instituições pioneiras no acolhimento e tratamento a esses enfermos prestaram um relevante serviço voluntariamente e alcançam até hoje os melhores resultados em restauração de pessoas, e não podem ser rechaçados por vários motivos: Sendo o principal deles a vocação e amor incondicional por pessoas em condições existenciais precárias. É hora de somar esforços para enfrentar essa luta que não tem dono, é de todos! 

Esses valorosos voluntários têm obtido êxito detém nos procedimentos de  abordagens com os dependentes. Na verdade a história do acolhimento e tratamento desse paciente, hoje disputado por outras áreas do conhecimento, outrora, e até bem recentemente, era ignorado e repudiado pela sociedade civil e poder público, sendo essa a razão que contribuiu para a vitimização de todas as classes sociais. 

Às vezes tenho a nítida impressão que para que alguma coisa seja feita em benefício dos mais pobres, é necessário que as pessoas que detém maior poder econômico sejam vitimadas e, a partir desse fato, providências sejam tomadas e delas aproveitem os miseráveis. Será mesmo uma impressão particular distorcida de nossa parte ou esse horror é uma realidade em nossos pais? 

Com experiência de mais de 27 anos nessa área consideramos que a internação involuntária ou obrigatória imprescindível para todos os dependentes de crack.
Dependente é considerada toda pessoa que não tem mais controle sobre si mesmo e passa a viver na subserviência do vicio, sendo o crack dentre as demais substâncias viciantes a mais austera. Desde a iniciação até o desenvolvimento da dependência tudo ocorre velozmente e todo envolvimento com o crack é de alto risco, o que impede que tenhamos condições de utilizarmos com grande margem de acerto a classificação de fase inicial ou aguda do vicio.  
Sem falar que esse tipo de paciente é muito mais resistente a qualquer tipo de abordagem, devido tratar-se de uma droga que por si só exclui o dependente, colocando-o no mais absoluto isolamento. O dependente de crack não consegue parar sozinho porque o crack leva seu usuário a não ter limites, o limite do usuário de crack é o esgotamento físico e nesse compasso vai até a morte. 
Há questões delicadíssimas e que precisam ser administradas quando lidamos com usuários de crack. Usando outras palavras, nem todo usuário de crack é delinquente, mas todo dependente de crack que não tiver recursos financeiros para prover seu vício, é certo que mais rápido do que possamos imaginar irá delinquir para custear seu vicio, vale lembrar que o maior número de dependentes é de pessoas pobres e desempregadas. 

Para manter o vício inicia-se furtando dentro de casa, excluído da família deixa no esquecimento os laços afetivos, e passa a delinquir tornando-se presa fácil do crime organizado para manter o vício. A alteração da personalidade é tão severa que salta rápido do furto simples para o roubo, o assalto e o latrocínio. 

O dependente de crack não tem limite em nada que faz principalmente na capacidade assombrosa de aumentar o consumo da droga em tempo recorde e suportar porções consideradas letais. Quem lida na prática com esse tipo dependente sabe que de 40 a 60 pedras/noite é comum mesmo no início da dependência nesse tipo de usuário. Por essa razão muitos presídios estão abarrotados de pessoas condenadas como pequenos traficantes que na verdade são usuários contumazes, mas que ao deixarem os presídios terão concluído seu mestrado na área do tráfico. 
O dependente de crack nunca busca ajuda e até a dispensa. Seu único objetivo é a busca incessante por mais crack, sem se importar com mais nada, não teme pela própria vida, por essa razão a vida do próximo nunca será um impedimento para que alcance a próxima pedra. Diante desses fatos as internações involuntárias ou obrigatórias se impõem e não há como tratar esse tipo de usuário que não seja no regime de internato. Daremos seguimento a esse assunto. Frequente esse “espaço”! Dê sua opinião!

*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes. 


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Esta matéria "Desmistificando O Tratamento Do Crack", Foi Veiculada No Site Da TV CARUARU.
Segue Link:




Desmistificando o tratamento do Crack.

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Um dos Institutos de Pesquisa de grande confiabilidade, o Datafolha, em recente levantamento detecta que 9 em cada 10 brasileiros concordam com o internamento involuntário para o usuário de crack. De fato é necessário esse procedimento não apenas pelo avanço da epidemia que assola o país, mas porque não há outra saída para impedir que dependentes More...
by admin | Published 2 dias ago