sábado, 31 de março de 2012

BRASIL TEM KNOW-HOW PARA DAR A RESPOSTA QUE O PAÍS NECESSITA À QUESTÃO DAS DROGAS!


Brasil tem Know-How para dar a resposta que o País necessita à questão das Drogas! 


Fonte da foto: Internet


*Conceição Cinti

Felizmente a vontade política e o bom senso nos têm permitido avançar na luta contra as drogas. Já começamos a sentir a solidariedade que tem Ecoado nos quatros cantos do país. A mídia tem cooperado e essa cobertura nos é imprescindível, para ajudar a desmistificar a pessoa do dependente em SPA, principalmente, porque através da informação conseguiremos cada dia mais atenuar o preconceito e reforçar os laços entre o Poder Público e a Sociedade Civil numa parceria compartilhada pro restauração de vidas.
É verdade que os Governos passados banalizaram essa questão quando ela começou a trucidar as classes menos favorecidas economicamente, razão pela qual a endemia atingir todas as classes sociais. Não sei se minha ideia é equivocada, mas em minha opinião no Brasil a tragédia precisa atingir a classe A da população, para que alguma providência seja tomada e dela aproveitem os pobres.
O assunto dependência e dependente de substâncias psicoativas de fato eram pouco familiares e surpreendeu o país que teve de despertar e mostrar mais empenho numa saída honrosa para tão constrangedora situação de saúde pública.
De fato o assunto em tela desafia até mesmo países desenvolvidos, mas o Brasil encontrou na solução pioneira desenvolvida pelo terceiro Setor a solução caseira e adequada para enfrentar o problema da endemia pelas drogas. O trabalho árduo e pioneiro que iniciou de forma artesanal, caseiro pelas comunidades terapêuticas e foi evoluindo num crescendo e, se apropriando de metodologias e terapêuticas que somente quem conhece os labirintos dessa área sabe que pode dizer que o Brasil hoje tem Know-How para tratar com êxitos dependentes em SPA.
No varejo a movimentação tem se intensificado em todos os setores da sociedade civil e do Poder Público e hoje temos técnicas próprias e outras que humildemente nos apropriamos das experiências usadas com boa margem de êxito por outros países para conter a mesma guerra.
A bem sucedida experiência utilizada em Miami, pelo Tribunal de Drogas, onde através de exigências simples, segundo declarações da juíza Derorah White, de cada dez dependentes oito foram resgatados com êxito após um ano de tratamento, tem sido utilizada pelo Brasil.
As exigências utilizadas pelo referido Tribunal são: um ano de tratamento que consiste em fazer semanalmente exame de urina; ir duas vezes por semana ao psicólogo; frequentar as reuniões dos Narcóticos Anônimos também duas vezes por semana. E no final de cada mês se apresentar a juíza Debora White para comprovar através dos resultados dos exames e das declarações que está cumprindo as exigências. Também deverá informar se houve alteração no local de residência e comprovar a frequência ao trabalho.
Se concluir o prazo determinado sem recaída será declarado restaurado e o mais importante terá seu passado maculado pelas drogas apagado. O adicto que concordar em participar do Programa será monitorado. Lógico que esse programa se destina àqueles (as) que são primários, mas é de muita relevância. Principalmente, porque é uma modalidade de tratamento que não exige internação. Ainda segundo a juíza Deborah White desde que esse tribunal foi criado em 1989, o índice de crimes caiu para 33%.
A arte de uma forma geral e a prática de esportes, os cursos profissionalizantes e o trabalho também têm dado retorno positivo quando incorporados aos Programas de Restauração.
O fato da ciência por si só ainda não ter uma resposta para a cura definitiva do adicto, não deve e não tem sido empecilho para conciliarmos métodos que apresentam êxitos, como é o caso do método misto: que reúne a ciência e Deus, muito usado pelas comunidades terapêuticas, que sem desprezar o valor da ciência, se harmoniza para alcançar o anseio, na busca da cura para o dependente em SPA.
Não somos ingênuos de achar que o problema está resolvido. Mas podemos afirmar sem medo de errar, que apesar da gravidade e da complexidade do problema, estamos avançando por caminhos adequados na busca pela restauração de vidas e pelo maior controle às drogas no país.



*Conceição Cinti. Advogada. Educadora. Especialista em Tratamento de Dependentes em Substâncias Psicoativas, com experiência de mais de 27 anos.

quinta-feira, 29 de março de 2012

NADA ACONTECE SEM A VONTADE POLÍTICA


Nada acontece sem a vontade política



Fonte da foto: Internet

*Conceição Cinti

O Brasil sempre surpreende. O povo brasileiro tem habilidades como poucos. Meses atrás estávamos de fato reféns da endemia pelas drogas que ao longo dos anos foi se espalhando.

Não que já estejamos livres dessa maldição, que requer tempo e muito empenho ininterrupto. É amplíssimo o leque de medidas e metodologias, que requerem o perfeito entendimento entre diversas áreas dos saberes e suas respectivas autoridades, para que possamos alcançar uma resposta adequada para mais esse grave problema de saúde pública.

Sempre há a turma dos pessimistas, que nunca vêem saída positiva para nada e chegamos até a ouvir ruídos a favor da liberação das drogas consideradas mais leves, como por exemplo, a maconha, como a única forma de conter o narcotráfico e também porque alguns setores públicos e privados desconectados da realidade não acreditam na restauração de pessoas.

Inédito a humildade do Ministro Cardozo por isso louvável.  Quando uma autoridade dessa envergadura reconhece falha no seu ministério, não apenas aponta soluções, mas se dispõe a colocar em prática medidas para evitar que mais vidas humanas tenham seus destinos alterados ou fiquem à margem da sociedade, ai podemos dizer que a virada já começou.

O Governo Federal, Estaduais e Municipais também, cada um à sua maneira têm-se empenhado nessa luta pelo melhor acolhimento e tratamentos aos adictos, tarefa nada fácil, mas perfeitamente possível.

A decisão política é a mola propulsora que desencadeará todos os demais recursos para enfrentarmos essa luta com vitória. O país ganha fôlego para atingir um crescimento qualitativo na área da saúde, onde há muito a ser feito.

Não podemos nos esquecer de que essa luta é muito árdua e jamais poderemos arrefecer. Aos poucos todos irão entender que há uma maneira apropriada para  trabalharmos nesse “Front” e que evitar o preconceito nas suas mais amplas e insidiosas formas se impõe.

Essa luta acima de tudo requer humildade para aprender e apreender com quem já tem familiaridade e domínio porque já trabalha com êxito na área.

Mas todas essas práticas, terapias e metodologias, como acharmos melhor defini-las contam com um poderoso e infalível ingrediente: amor ao próximo! Um sentimento, ou melhor, um mandamento, para os que são vocacionados para lidar com restauração de pessoas.


Conceição Cinti . Advogada. Especialista em Tratamento de Dependentes de Substâncias Psicoativas, com experiência de mais de 27 anos.

segunda-feira, 26 de março de 2012

HUMILDADE LOUVÁVEL: MINISTRO RECONHECE FALHA DENTRO DO SEU MINISTÉRIO E APONTA SOLUÇÕES PARA A REPARAÇÃO DE POSSÍVEIS DANOS. INÉDITO!


Humildade louvável: Ministro reconhece falha dentro do seu Ministério e aponta soluções para a reparação de possíveis danos. Inédito! 

  
Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo 

Transcrevemos a seguir notícia publicada no site “o globo”[1]:  

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou na manhã desta quarta-feira, que o Poder Judiciário precisa deixar de lado a postura de ser o "dono absoluto da verdade" e entrar em contatos com outros agentes e profissionais de outras áreas para entender como, de fato, se dá a realidade. O ministro referia-se ao entendimento dos juízes sobre usuários de drogas. Para, ele há um preconceito do Judiciário com os jovens que consomem entorpecentes.

- É preciso não confundir as coisas. O preconceito é óbice para que a legislação (Lei Antidroga, que distingue usuário de traficante) seja cumprida. Não pode ser o dono absoluto da verdade. O tráfico exige o tratamento duro, mas o usuário para não pode ser tratado como traficante e precisa ser entendido como um problema de saúde pública - disse José Eduardo Cardozo, na abertura do seminário "Integração de competências no Desempenho da Atividade Judiciária com Usuários e Dependentes de Drogas, que acontece no auditório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no STF.

O vice-presidente do STF, ministro Ayres Britto, também participou e sua posição nesse tema foi na mesma linha do ministro da Justiça.

- O juiz tem dificuldade em fazer a distinção. O universo do traficante ele conhece muito bem, é fácil. Mas o do usuário exige certa psicologia, é mais subjetivo. Por isso, é preciso ouvir os profissionais de outras áreas, é preciso haver essa abertura do Judiciário - disse Ayres Britto.

A corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, criticou o Judiciário e afirmou que a nova concepção desse Poder envolve interpretação do direito segundo as necessidades da sociedade.

- O magistrado é sempre a dar a última palavra. Mas não pode ser assim. Tem que compartilhar o debate com outros setores, principalmente nessa questão de drogas. O juiz não é mero aplicador da lei. Isso está sendo abolido na magistratura...A droga é uma questão social complexa. O magistrado não pode ser mero interpretador de texto. Precisa ser mais que isso - disse Eliana Calmon.

O seminário apresentou como vai se dar a integração entre setores do governo, mais o CNJ, a USP e outros setores do Judiciário, envolvendo também o Ministério Público sobre como agir em relação aos usuários de drogas. Serão capacitados cerca de 15 mil profissionais para lidar com esse problema.


 
* Conceição Cinti
 
O comentário feito pelo Ministro da Justiça foi oportuno, corajoso e muito correto. Recebemos com muita alegria as suas lúcidas declarações.      
Não é novidade a diferença existente entre usuário e traficante, da qual decorre a necessidade de tratamentos diferentes.
Do ponto de vista da saúde privada e pública, tanto o usuário quanto o dependente de drogas tem problemas de saúde. Tanto que a lei (arts. 26 e 47 da Lei 11.343/2006) garante a ambos os serviços de atenção à sua saúde quando estiverem cumprindo pena privativa de liberdade ou submetidos à medida de segurança.
Outras autoridades (como o Ministro da Saúde, da Educação,  juízes e promotores) devem seguir o entendimento do Ministro Cardozo e aplicá-lo na prática, no dia-a-dia. Como resultado, teremos tratamentos mais adequados e eficazes que certamente resultarão no aumento da taxa de recuperação.
Parábens Ministro Cardozo pela sua necessária e corajosa declaração e que ela encontre Eco na sociedade.
 Conceição Cinti . Advogada. Especialista em Tratamento de Dependentes de Substâncias Psicoativas, com experiência de mais de 27 anos.

domingo, 25 de março de 2012

REFLEXÃO AOS PAIS BILIONÁRIOS E OU DIVORCIADOS QUE SE IMPORTAM POUCO COM SUA PROLE!


Serve de reflexão aos pais bilionários e ou divorciados que se importam pouco com sua prole!
Fonte da foto: Internet
*Conceição Cinti

Todos os meus amigos sabem que não sou bajuladora. Por opção sempre assumi a defesa dos menos favorecidos economicamente. Lamentavelmente, acidentes acontecem todos os dias e não nos parece que no “caso Thor” já haja indícios para acusarmos uma das partes envolvidas. Uma vida que se perde é muito valiosa e mesmo quando há composição financeira entre as partes, na consciência ficará sempre um peso porque todos sabem que não há preço que pague uma vida!

Mas esse grande ruído em torno do "caso Thor" mais parece uma demonstração de que poucos sabem celebrar a benção na vida do próximo!

Acho ótimo que Eike Batista seja um dos homens mais rico do mundo, e não vejo a hora dele se tornar o mais rico do mundo. 

Uma coisa fica claro nesse lamentável episódio: Thor além de "podre de rico" com bem disse o notável Jornalista da Folha de São Paulo, Hélio Schwartsman, é de fato rico de verdade esse menino Thor. Não apenas por ter um pai bilionário, mas principalmente, por ter um pai disposto a quebrar qualquer agenda para estar ao lado do filho e mais, a separação dos seus pais não o priva do aconchego da família.  Thor tem pai e mãe presentes e esse fato faz toda a diferença na vida dos jovens.

E você? Que tipo de pai você tem sido? Apenas um pai provedor de grana, ou também sempre pronto a oferecer seu peito amigo ao seu filho em qualquer que seja as circunstâncias? Os meninos pobres e muitos meninos ricos que tive o privilégio de cuidar, por não ter o peito do pai, se agasalharam no peito do traficante. Pense nisso!

 *Conceição Cinti. Advogada. Educadora. Especialista em Tratamento de Dependentes de Substâncias Psicoativas, com experiência de mais 27 anos 


COMUNIDADE TERAPÊUTICA

COMUNIDADE TERAPÊUTICA


C om a finalidade de trazer ao dependente a restauração
O tratamento exige coragem, humildade e perseverança. 
M as para obter a cura os adictos precisam ter disposição 
U ma presença amorosa dos pais renova a sua esperança 
N ão esqueça o valioso incentivo da equipe multidisciplinar 
I mprescindível para o paciente sua fase crítica ultrapassar 
D espertando a sua autoestima ele vai passar a colaborar 
A frustração com maus profissionais só poderá atrapalhar 
D eterminar um prazo curto para restauração não é o ideal
É impossível a mudança de vida com pressa e data fatal 

T er ou não um acompanhante depende da comunidade 
E o prazo de internação varia de seis meses a um ano 
R egida por um estatuto todo com uma mesma finalidade
A atuação de profissionais éticos e um tratamento humano 
P aciente alcança segurança para uma restauração eficaz 
E os pais e responsáveis com
 a instituição fazem aliança
U m trabalho sério e decente que ao paciente satisfaz. 
T irar o ente querido do vício insólito é a maior esperança 
I nfelizmente a comunidade despreparada uma falha traz
C abe a nós buscarmos a equipe disciplinar de confiança 
A ssim evitaremos o abuso e teremos restauração e paz

Autor: José Carlos Gueta
(Inspirado no artigo de autoria de Conceição Cinti)

POR QUE AS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS SÃO IMPORTANTES? (PARTE I)

Por que as Comunidades terapêuticas são importantes?


Parte I
A Comunidade Terapêutica Marcos Pinheiro, em Ponta Grossa, 
atende 24 meninos de até 18 anos: grupos terão de registrar as 
atividades feitas pelos adolescentes

*Conceição Cinti


As comunidades terapêuticas são serviços de atenção pessoas com transtornos decorrentes do uso e abuso de  substâncias psicoativas (SPA), em regime de residência ou outro vínculo de um ou mais turnos, segundo modelo psicossocial. Este, por sua vez, corresponde aos serviços de atendimento alternativo ao hospitalar e ao ambulatorial convencional, com foco na área psicológica e social da pessoa, e no atendimento multidisciplinar.

Em minha opinião, as comunidades terapêuticas tem o espaço ideal para o acolhimento e tratamento do dependente em SPA, porque esses espaços são criados de forma simples, mas bem pensada, para que esse tipo de paciente se sinta não apenas acolhido, mas também dentro de uma estrutura que se assemelha ao aconchego do lar e ofereça os mesmos recursos terapêuticos do hospital.

Sem falarmos que as comunidades terapêuticas são as pioneiras no atendimento do adicto, desde meados da década de 60, quando a única alternativa a esses pacientes era dividir o mesmo espaço com os doentes mentais, causando desconforto a ambos e também aos médicos e paramédicos, que não tinham nenhuma perspectiva de tratamento especifico para esse enfermo (estranho), ainda não reconhecido.
      
Hoje, ainda temos atendimentos de dependentes em SPA por hospitais psiquiátricos, mas as condições são um pouco melhores e a cada dia serão melhoradas; diferenciadas, pela maior familiaridade que a área da saúde vem obtendo em contato com esse novo paciente que, em razão da endemia que o país vive e por força da Lei, tornou-se, num piscar de lucidez do legislador, de delinquente a um novo paciente a ser encarado, acolhido e tratado. 
Amanhã falaremos mais sobre as comunidades terapêuticas. Frequente esse “espaço”. 

Dê sua opinião. Participe!

*Conceição Cinti. Advogada. Educadora. Especialista em Tratamento de Dependentes de Substâncias Psicoativas, com experiência de mais 27 anos. 


POR QUE AS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS SÃO IMPORTANTES? (PARTE II)

Por que as Comunidades terapêuticas são importantes?

Parte II
Fonte da foto: Internet 

*Conceição Cinti 

Numa comunidade terapêutica o dependente se submete a um “Programa de Restauração” que exige coragem, humildade, muita perseverança e sofrimento. A maioria dos adictos não tem essa disposição por essa razão é imprescindível à presença amorosa e o incentivo dos pais, e da equipe multidisciplinar nesses primeiros momentos, até que o paciente ultrapasse a fase mais crítica e tenha sua autoestima elevada e passe a cooperar.
A frustração acontecerá sempre que maus profissionais no afã de reunir o maior número de pacientes prometer resultados positivos em curto prazo, mesmo cientes de que não há a possibilidade de restaurar vidas com pressa e data fatal.
Na maioria das comunidades terapêuticas o dependente se submete a Programação em regime de internato, com direito ou não a acompanhante, decisão que varia de comunidade para comunidade. Há um prazo estabelecido que varie de seis meses a um ano, que também depende do Estatuto que rege cada comunidade, mas na prática profissionais éticos, zelosos no acompanhamento do paciente trabalham de uma forma que o paciente alcance com segurança sua restauração em tempo hábil.
Pais responsáveis e que amam seus filhos jamais transferirão suas responsabilidades de cuidar e acompanhar de perto o tratamento de seus queridos à equipe disciplinar mais competente, ao sacerdote ou pastor mais ungido.
Nunca esqueça que o filho (a) é seu, e cabe a você zelar e garantir a ele nesse momento de total fragilidade impossibilitado de gerir sua vida, que nada possa prejudicá-lo ainda mais. Participe do tratamento do seu filho!  Essa é a melhor garantia para evitar qualquer tipo de abuso. Amanhã falaremos da dor inevitável presente no processo de restauração!

*Conceição Cinti . Advogada.Educadora. Especialista em Tratamento de Dependentes de Substâncias Psicoativas, com experiência de mais de 27 anos.