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quinta-feira, 29 de março de 2012

NADA ACONTECE SEM A VONTADE POLÍTICA


Nada acontece sem a vontade política



Fonte da foto: Internet

*Conceição Cinti

O Brasil sempre surpreende. O povo brasileiro tem habilidades como poucos. Meses atrás estávamos de fato reféns da endemia pelas drogas que ao longo dos anos foi se espalhando.

Não que já estejamos livres dessa maldição, que requer tempo e muito empenho ininterrupto. É amplíssimo o leque de medidas e metodologias, que requerem o perfeito entendimento entre diversas áreas dos saberes e suas respectivas autoridades, para que possamos alcançar uma resposta adequada para mais esse grave problema de saúde pública.

Sempre há a turma dos pessimistas, que nunca vêem saída positiva para nada e chegamos até a ouvir ruídos a favor da liberação das drogas consideradas mais leves, como por exemplo, a maconha, como a única forma de conter o narcotráfico e também porque alguns setores públicos e privados desconectados da realidade não acreditam na restauração de pessoas.

Inédito a humildade do Ministro Cardozo por isso louvável.  Quando uma autoridade dessa envergadura reconhece falha no seu ministério, não apenas aponta soluções, mas se dispõe a colocar em prática medidas para evitar que mais vidas humanas tenham seus destinos alterados ou fiquem à margem da sociedade, ai podemos dizer que a virada já começou.

O Governo Federal, Estaduais e Municipais também, cada um à sua maneira têm-se empenhado nessa luta pelo melhor acolhimento e tratamentos aos adictos, tarefa nada fácil, mas perfeitamente possível.

A decisão política é a mola propulsora que desencadeará todos os demais recursos para enfrentarmos essa luta com vitória. O país ganha fôlego para atingir um crescimento qualitativo na área da saúde, onde há muito a ser feito.

Não podemos nos esquecer de que essa luta é muito árdua e jamais poderemos arrefecer. Aos poucos todos irão entender que há uma maneira apropriada para  trabalharmos nesse “Front” e que evitar o preconceito nas suas mais amplas e insidiosas formas se impõe.

Essa luta acima de tudo requer humildade para aprender e apreender com quem já tem familiaridade e domínio porque já trabalha com êxito na área.

Mas todas essas práticas, terapias e metodologias, como acharmos melhor defini-las contam com um poderoso e infalível ingrediente: amor ao próximo! Um sentimento, ou melhor, um mandamento, para os que são vocacionados para lidar com restauração de pessoas.


Conceição Cinti . Advogada. Especialista em Tratamento de Dependentes de Substâncias Psicoativas, com experiência de mais de 27 anos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Fantastico Brasil se inspira nos EUA para tratamento de dependentes de crack



Brasil e EUA trocam punição por tratamento a usuários de crack

 

 

O Fantástico mostra histórias de esperança, projetos que estão ajudando os usuários dessa droga terrível a retomar a vida.

 

A luta do Brasil contra o crack: o Fantástico mostra histórias de esperança, projetos que estão ajudando os usuários dessa droga terrível a retomar a vida. Um dos modelos que inspirou algumas iniciativas brasileiras veio da justiça americana. Lá, oito em cada dez dependentes que participam de um programa de reabilitação conseguem se livrar das drogas. 

Miami, 23h. Quando a busca é por usuários de drogas, o endereço é certo. Uma das chamadas “crack-house” em Miami é uma das poucas que ainda existem. São casas, lugares abandonados onde as pessoas se reúnem para usar drogas. Lá, o policial verifica se há alguém no local. 

“Se você comparar com alguns atrás agora está mais fácil. Não há muitos usuários de drogas nas ruas. Menos do que antes, com certeza”, conta o policial. 

Miami, nos anos 1980 e 1990, era maconha e cocaína. Crack e heroína. Eram drogas que poluíam as ruas, destruíam as mentes e desafiavam a polícia. 

Entre as estratégias para combater o problema estavam as prisões e a destruição das “crack-houses”, território dos usuários de drogas. Mas nada disso era suficiente. Repressão não era a saída. 

Um dos métodos mais eficientes de combate às drogas no mundo nasceu em uma sala do Tribunal de Drogas de Miami. Desde que esse tribunal foi criado, em 1989, o número de crimes caiu 33%. Oito em cada dez dependentes que chegam ao tribunal conseguem abandonar as drogas. 

Funciona assim: o usuário é flagrado com uma pequena quantidade de entorpecentes. Vai preso, porque em Miami isso é crime. Passa uma noite na cadeia e segue para o tribunal. Se não tem nenhum histórico criminal a juíza pergunta: “Você quer participar do programa?”. 

Dura um ano. Exigência número 1: fazer exame de urina a cada sete dias. Número 2: ir duas vezes por semana a um psicólogo. A terceira exigência a equipe de reportagem do Fantástico acompanhou. 

Às 21h, em Miami, em uma casa, assim como em muitos outros locais da cidade, há um encontro de narcóticos anônimos. São usuários de drogas que se reúnem para trocar experiências. Mas mais do que isso: cumprir uma determinação da Justiça. 

Eles não mostram o rosto, mas é possível identificá-los pela voz. São brasileiros. “Estamos nas garras de uma doença progressiva que termina sempre da mesma maneira: prisões, instituições e morte”, diz um usuário. 

Eles se juntam duas vezes por semana. Um ajuda o outro a controlar a dependência e ainda contam ponto perante a Justiça. Aí se entra na quarta exigência do programa do Tribunal de Drogas de Miami: a prestação de contas. Uma vez por mês todos fazem fila para se apresentar à juíza. 

O porto-riquenho Martin Cavallero apresenta os comprovantes de que cumpriu todos os requisitos. Diz onde está morando e trabalhando e recebe os parabéns. Se não tiver uma recaída, daqui a um mês completará o programa. “O mais importante para mim é ter o nome limpo”, diz Martin. 

Quem cumpre o programa não se afasta apenas das drogas. Fica sem histórico criminal e apaga esse passado de entorpecentes. 

Quem comanda esse tribunal, todo decorado com avisos sobre o perigo das drogas, é Deborah White-Labora. “Tudo o que existe no programa está disponível na sociedade. Mas quando uma pessoa vem aqui, ela se sente motivada e percebe que está sendo monitorada”, diz a juíza. 

A dependência quase arruinou a vida do advogado Richard Baron. Graças ao programa, conseguiu reconquistar tudo o que tinha: a mulher, os filhos e o trabalho. “No colégio, comecei a beber e fumar maconha. Alguém disse: ‘Experimente isso’. Era crack e cocaína. Por três anos e meio eu usei essas drogas”, conta. 

Hoje, Richard Baron ajuda financeiramente o Tribunal de Drogas de Miami. Paga quatro advogados, que ajudam na defesa dos dependentes. Assim, o programa acaba se tornando mais eficiente do que manter qualquer pessoa na cadeia. 

A cada US$ 1,00 gasto no tratamento, cerca de R% 1,70, o governo economiza mais de US$ 3 em gastos com prisões. 

David Kahn é um ex-promotor de Justiça que trabalhou durante seis anos no Tribunal de Drogas. E hoje ele mostra como ficou uma área que, há duas décadas, era devastada pelo crack e pela cocaína. “A situação aqui explodiu, assim como no seu país. A mesma coisa”, afirma o ex-promotor David Khan. 

David Khan já esteve no Brasil várias vezes para tentar implantar o programa que hoje existe em 2,5 mil cidades no mundo. Khan visitou a Cracolândia paulista e vê uma diferença simples entre o que foi feito nos Estados Unidos e o que é feito no Brasil. “Nós não nos limitamos a tirar essas pessoas daqui. Nós damos a elas uma chance de vida saudável, longe das drogas”, compara o ex-promotor David Khan. 
 Projeto em São Paulo troca punição por tratamento 


Será que um sistema igual ao americano funcionaria bem no Brasil? O Fantástico mostra como a Justiça brasileira está mudando a maneira de lidar com o usuário de drogas. Um homem tinha uma ordem de não chegar a menos de cem metros da filha por causa da dependência. 

“Quando eles me pegaram, fazia mais de 30 dias que eu não escovava os dentes”, revela o homem. 

Ele foi parar no Fórum de Santana, em São Paulo, onde funciona um projeto chamado “Justiça Terapêutica”, que dá uma chance para quem é flagrado com drogas. Se ficar claro que a pessoa estava com entorpecentes somente para consumo, ela tem a chance de trocar a punição pelo tratamento. 

“Tanto a Corte americana quanto a Justiça Terapêutica brasileira trabalham no sentido de evitar que aquele que foi preso e teve problemas com drogas receba atenção na área terapêutica para evitar a repetição do uso da droga e novos crimes”, afirma Mário Sérgio Sobrinho, do Fórum de Santana. 

Desde que o programa paulista começou, há dez anos, quase mil pessoas já participaram. O homem que não podia chegar perto da filha é um deles. Para ficar com a ficha limpa, ele é obrigado a frequentar o programa “Narcóticos Anônimos” e precisa comprovar a frequência. A cada sessão, recebe um carimbo na ficha. Desde que começou a participar das reuniões, largou as drogas e conseguiu ter a família de volta. 

“Estou vivo, ando de cabeça erguida, consigo olhar as pessoas nos olhos. Consigo ficar com a minha filha, dar um bom exemplo para ela”, diz o homem. “Se a Justiça Terapêutica não tivesse dado essa chance, hoje você estaria onde?”, indaga o repórter. “Preso ou morto”, responde o homem. 

A experiência da Justiça pernambucana é ainda mais radical. O foco são os bandidos que cometem outros crimes por causa do uso de tóxicos. Troca a prisão pelo compromisso de ficar longe das drogas. 

“Ele deve ser tratado. Tratar significa para a Justiça deixar de usar droga. Não é reduzir, mas deixar plenamente. Se ele consegue isso durante dois anos, ao final do período ele está reabilitado do uso da droga e, ao mesmo tempo, o processo dele é extinto. Ele não deve mais nada à Justiça”, explica José Marques Costa Filho, psiquiatra responsável pelo Centro de Justiça Terapêutica de Pernambuco.

“O país tem cinco regiões diferentes, com culturas diferentes. Quando tem uma posição desse tipo, com um juiz tentando fazer um trabalho, mesmo que a recuperação seja pequena, eu acho que vale a pena investir”, avalia o psiquiatra Artur Guerra. 

Essas são alternativas para quem tem contas a acertar com a Justiça. Mas o que fazer se você tem um parente dependente das drogas? A quem recorrer? 

“Primeiro lugar, buscar o centro de atenção psicossocial do seu município ou do seu estado, e estou dando como alternativa procurar o 136 do Ministério da Saúde, número que pode ajudar a identificar no seu município, no seu estado, e o ministério vai ajudar nisso: a buscar uma unidade de saúde que pode acolhê-lo”, afirma o ministro Alexandre Padilha. 

No fim de 2011, o governo federal lançou um plano nacional para enfrentar o problema. Liberou R$ 2 bilhões para que os municípios invistam em diferentes tipos de tratamentos. O ministro da Saúde admite que o Sistema Único de Saúde (SUS) não está pronto para lidar com o crack. 

“Nós temos que ter tratamento para esse caso como uma epidemia, e toda epidemia que desafia o serviço de saúde, exige que ele se reorganize”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Dez cidades foram consideradas prioritárias. Nelas, os agentes de saúde vão a campo buscar quem precisa de ajuda. Na noite de sexta-feira (9), a equipe de reportagem do Fantástico acompanhou o trabalho da equipe do projeto Consultório de Rua, no Centro de São Bernardo. A intenção é oferecer ajuda e tratamento aos usuários de crack e cocaína para que eles abandonem as drogas. É um trabalho difícil e de muita conversa. 

Um usuário conta que tem 22 anos, dois filhos pequenos e está sem aparecer em casa há três dias. Ele diz que aceita ser atendido em um CAPS, um centro de atendimento sem internação. “Eu tenho capacidade de consertar minha vida de novo e eu vou consertar”, promete. 

Mas para pacientes que precisam ser internados, que estão pondo em risco a própria vida ou a de outras pessoas, a solução pode ser a casa de acolhimento. Um lugar onde se reconstrói a vida. 

Adriana usou crack por 20 anos e sumiu no mundo. Depois de passar por cinco clínicas diferentes, conseguiu sair do buraco fazendo os outros rir. Na terapia, ela foi convidada a fazer parte de um grupo de palhaços. A brincadeira trouxe de volta algo muito sério. 

“O juiz, inclusive, ia fazer atestado de óbito provisório para minha família. E aí dei uma entrevista do grupo de palhaços e minha família me viu na televisão e me achou”, conta Adriana. 

Onde não há os serviços públicos, há cidades investindo em soluções que só eram acessíveis para quem podia pagar. “Você se prostitui, você rouba, trafica. Eu abandonei meus filhos. Cuidei dele por menos de 2 anos, praticamente ficou sem a mãe”, lembra. 

A família de Bruna pagou o tratamento em uma clínica por três meses. Quando não teve mais condições, recebeu um cartão de assistência do governo de Minas Gerais. São R$ 900 por mês. “Foi uma benção”, se emociona. 

Bruna ainda sente medo da rua, mas já consegue sair e passar o fim de semana em casa. A família tem um papel fundamental na recuperação do usuário de drogas. 

“Eu vou procurar fazer meu papel de mãe melhor. Talvez eu tenha falhado em alguma coisa, talvez tenha faltado diálogo, um puxão de orelha. Eu não vou perdê-la pela segunda vez. Eu perdi e recuperei, agora não perco mais”, afirma a mãe de Bruna.

Fonte:
http://fantastico.globo.com/videos/t/edicoes/v/brasil-se-inspira-nos-eua-para-tratamento-de-dependentes-de-crack/1851901/

quarta-feira, 7 de março de 2012

BRASIL É O 4º PAÍS MAIS ENCARCERADOR DO MUNDO EM NÚMEROS ABSOLUTOS


Brasil é 4º país mais encarcerador do mundo em números absolutos

LUIZ FLÁVIO GOMES*
Mariana Cury Bunduky**

O último balanço realizado pelo DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional) apontou a existência de 513.802 presos no Brasil em junho de 2011, o que lhe mantém no 4º lugar dentre os países mais encarceradores do mundo (Veja: Crescimento da população carcerária ultrapassa vertiginosamente o da população nacional).

(CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR)

Em valores absolutos, o número de presos no Brasil é inferior apenas ao dos Estados Unidos, que conta com 2.226.832 presidiários, ao da China, com 1.650.000 presos e ao da Rússia, com 763.700 encarcerados.

Esses quatro países representam 52% de toda população encarcerada mundial (que totaliza 10.070.672 presos).

Quando considerados os números de presos a cada 100 mil habitantes, o Brasil ocupa o 49º lugar no total mundial de 218 países (com 269 presos a cada 100 mil habitantes), ficando atrás de países como o Paquistão (40º colocado), a Nigéria (30º colocado), o Sudão (45º colocado), Nepal (42º colocado) e o Congo (26º colocado), dentre outros, muitos dos quais mais pobres ou em guerra declarada constante.

Assim, a situação do sistema carcerário brasileiro não só é caótica em âmbitos nacionais, mas também quando comparada com os demais países do mundo.

E o pior: além de uma absurda quantidade de encarcerados, que por si só não contribui para a diminuição da criminalidade no país, muitos dos nossos presos se encontram em situação irregular e/ou em condições de vida degradantes, atingindo mundialmente nossa imagem perante os órgãos de monitoramento dos Direitos Humanos (Veja: Sistema penitenciário mantinha mais de 21 mil presos irregulares e Superlotação, insalubridade e falta de assistência são as marcas dos estabelecimentos penais de São Paulo).

*LFG – Jurista e cientista criminal. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Acompanhe meu Blog. Siga-me no Twitter. Assine meu Facebook.

**Advogada e Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes.

domingo, 29 de janeiro de 2012

BRASIL DEVE TER SEUS PRÓPRIOS MÉTODOS NO COMBATE AO CRACK.

 
Fonte da foto: Internet

Brasil deve ter seus próprios métodos no combate ao crack.



*Conceição Cinti

Acreditamos que mesmo com o alto índice de aprovação comprovado pelo Datafolha, a atuação da polícia na retirada dos dependentes da cracolândia central, foi uma medida legal, mas inadequada e desnecessária. Nessa “guerra” civil não declarada temos dois “Fronts” principais: enfermos/dependentes e traficantes/narcotraficantes. 

As maiorias das pessoas ainda não têm essa visão coletiva que deveriam ter sobre os calamitosos danos suportados principalmente, pelas crianças e jovens dependentes pobres. Acorda Brasil! Hoje quando a droga não está dentro da nossa casa, é porque ela está fazendo estrago na casa do nosso vizinho! 
A repressão por si só não funcionou nem nos USA, não funciona no Brasil e em lugar nenhum do mundo. Temos sim, que observar as medidas e procedimentos usados pelos demais países, seus resultados e optarmos por soluções próprias para enfrentarmos o uso das drogas licita e ilícitas no Brasil. 
Mas uma coisa salta aos olhos: Há um procedimento universal que deve preceder o tratamento desse segmento de adictos: o acolhimento humanitário! No Estadão de São Paulo, do dia de ontem, 29.02.12 veja a diferença na abordagem aos dependentes em cidades da Europa, como Hamburgo e Frankfurt, que criaram “salas de inalação” para os consumidores, na esperança de reduzir os riscos e, pouco a pouco, substituir a droga. Um funcionário de uma dessas salas em Frankfurt, explicou que esse local foi criado como “isca” para que as autoridades possam atrair os viciados e, a partir do contato e da confiança, estabelecer programas para desintoxicação. É imprescindível o acolhimento em qualquer lugar do mundo. 
Londres, Amsterdã, Zurique e Madri, segundo a mesma fonte (O Estado de São Paulo - Cidades/Metrópoles – correspondente Jamil Chade), estão entre as cidades também afetadas pelo consumo do crack. E lá também as causas do problema são as mesmas do Brasil: estrutural e de base, ou seja, socioeconômica e educacional. Em síntese a pobreza! As maiores vítimas vivem também nas periferias das grandes cidades, nos guetos. São desempregados, sem-teto, e grupos étnicos minoritários. Ainda segundo a mesma fonte, a União Europeia considerava que a questão das drogas fosse um problema que se limitava aos USA e aos países latino-americanos. Entretanto, em seu recente relatório sobre a situação das drogas na Europa, publicado em novembro a U.E. alerta, que em Londres “o uso do crack é considerado como um dos maiores problemas das drogas na cidade”. 
Até hoje nenhum país ousou liberar geral! Na Alemanha onde houve descriminação da maconha para uso próprio há um limite de 3 a 5 gramas por usuário/dia. Pare um pouco para verificar e comparar o espaço territorial do Brasil e o da Alemanha e o número de seus respectivos habitantes, após essa observação verifiquem quem tem mais dificuldades para patrulhar suas fronteiras? 
Será mesmo que liberar o uso da maconha seria a solução para o usuário de drogas no Brasil como ainda desejam alguns? Já sabemos que a maconha, juntamente com o álcool, são os batentes de acesso a drogas mais pesada. Precisamos ser realistas e o Poder Público precisa fazer o que deve ser feito: Políticas Públicas de Prevenção urgente e com inserção sistematicamente nas mídias, e buscar conciliar novos métodos que venham reforçar os tradicionais usados nos tratamentos dos dependentes. Precisamos somar forças, reunir conhecimentos, habilidade, persistência, disciplina, educação restaurativa. É essa somatória de esforços e solidariedade que nos trará o resultado que tanto precisamos e esperamos. Vamos juntos Brasil! 

*Conceição Cinti - Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes. 

sábado, 31 de dezembro de 2011

Um Mundo Bem Melhor (We are the World Brasil) - Oficial HD


Visite o site: www.ummundobemmelhor.com.br

Um mundo bem melhor


A hora chegou, precisamos dar as mãos
E lembrar que somos todos irmãos
Tantos vão morrendo, tentando encontrar
Uma chance, um motivo pra sonhar


Fácil fingir que não há o que fazer
E que alguém, um dia, vai resolver
Somos todos parte de algo bem maior
E no fim queremos só amor


Eu e você podemos muito
Somos aqueles que podem trazer o amor ao mundo
Não precisa ir longe, procure ao seu redor
Assim a gente faz um mundo bem melhor


(Oh) Faça o melhor, dê carinho, estenda a mão
Quando houver problema, dê solução
Basta atitude, dizer mais sim que não
É só abrir seu coração


Eu e você podemos muito
Somos aqueles que podem trazer o amor ao mundo
Não precisa ir longe, procure ao seu redor
Assim a gente faz um mundo bem melhor


Alguns pensam que o problema é de ninguém
Mas é preciso ver que ele é seu também
Te-e-e-emos que entender: Pra mudança acontecer
Você também precisa querer Yeah, yeah, yeah, yeah


(RAP)
A gente sabe que é preciso de alguém pra contar
Quando acordamos queremos mais um pra compartilhar
Os nossos sonhos, as tristezas que o tempo nos trouxe
São alicerces pra dar força à esperança hoje
Todos nós somos o mundo unido em amor
E quando essa canção bater ninguém sentirá dor
Temos a luz pra estrada escura que o mundo caminha
Um sinal que te ajuda achar tudo que se perdia
Não haverá mais obstáculos pra tropeçar
Vamos reconstruir a paz quando o tremor passar
Somos o mundo! No fundo a esperança existe
Vamos lutar pra essas crianças não crescerem tristes


Somos amor, somos el mundo
Somos la luz que alumbra con ardor, lo más oscuro
Llenos de esperanza podemos rescatar
La fe que nos puede salvar Juntos tu y yo


We are the World, we are the children
We are the Ones who make a brighter day So lets start giving
There's a choice we're making, we are saving our own lives
It's true, we make a better day, just you and me